terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Eu até pedia desculpa, engolia o (pouco) orgulho (que ainda me resta) e pedia desculpa. Mas com que objectivo? Eu não errei. Calma. Errei. Dar de mais é um erro, esperar de mais é outro, desculpar quando as desculpas não são sinceras é mais um erro. E como estes há tantos outros. Mas tem calma. Eu não errei como tu erraste. Eu pedi desculpa. E tu nunca quiseste desculpar.
Como disse, não vale a pena pedir mais desculpas porque tu não aceitas e desta vez não as vais ter, nem hoje, nem amanhã, nem daqui a um ano. Eu avisei-te da última vez "se nunca mais disseres nada" e tu não disseste. Ainda dói. Espera. Já não dói tanto. Lembraste de quando me ligavas pela madrugada? Ainda bem que já não ligas, agora já consigo dormir. Lembraste de quando falávamos até ser horas de me levantar para ir para as aulas? Agora já não vou às aulas, fico acordada na mesma mas já não é à espera da próxima mensagem. Agora já não é como era há três meses atrás. É melhor e é pior. Agora já consigo dormir, Mas agora também não consigo dormir. Eras uma inquietação boa e passaste a ser uma inquietação indesejada. Deixa-me. Já foste embora há tanto tempo, porque é que ainda estás aqui? Eu nem te quero mais aqui. Vai embora. Eu não vou esperar mais por ti, nem vou abrir a porta se chegares atrasado. Ainda estás a tempo. Corre. POR FAVOR. Corre. Deixa-me pensar. Não corras. Deixa-te estar onde estás mas deixa-me ir e não me chames. Não quero olhar para trás.

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