quarta-feira, 17 de dezembro de 2014


Aceitar.
É este o meu novo verbo preferido, aquele que vou usar como mantra pessoal. Aceitar. Custa perceber que a vida tem de ser aceite, que as adversidades têm de ser aceites, que a dor por muito que doa tem de ser aceite. Mas também é maravilhoso aceitar o amor, a alegria, a paixão ou a liberdade. Por isso que aceitar seja o lema da vida.
E porquê o "aceitar"? É simples, porque ao longo da jornada lutei, encarei de frente as adversidades e tentei mudar o rumo do destino. Não consegui. E tive de aceitar tudo o que recebi. A vida nunca nos dá nada ao acaso e por isso também não nos tira nada ao acaso. Podemos lutar, aliás, devemos lutar, mas há alturas em que a luta é já um desgaste emocional e por vezes torna-se um desgaste físico e aí temos de aceitar, por muito que nos custe.
Eu gostava de viver uma vida em que o aceitar o que há, o que tenho ou o que não tenho, não fosse necessário, em que consigo sempre tudo o que quero sem ter que desistir de nada e consequentemente aceitar que deixei outra opção para trás, mas não é isso que acontece.
A aceitação faz parte do processo de crescimento, de aprendizagem, das relações que mantemos e de tudo o que rege a nossa vida. Temos de nos aceitar uns aos outros como somos, aceitar o que nos dão e aceitar o que são para connosco.
Aceito mas não me deixa de incomodar e se calhar vou contra alguma das regras da aceitação mas a vida é um incómodo e aceitá-la faz parte do processo.

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