quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ainda não percebi em que altura da nossa vida nos apaixonamos, aquele momento crucial em que a pessoa passa a ser o centro do nosso mundo. Já me apercebi de quando estou irrevogavelmente apaixonada por alguém, aconteceu cerca de três vezes e de todas elas foi diferente, não fossem também as pessoas diferentes. Não gosto de ser poética nisto do coração, o que é, é, e o que não é ou nunca foi ou nunca será, mas o amor é uma coisa poética e faz-nos sonhar, pensar e dizer coisas disparatadas de que só nos apercebemos naqueles momentos raros de lucidez que há entre um sorriso e um suspiro.
E agora? Quando sei que estou num estado em que não há volta a dar? É relativamente simples, pelo menos para mim. Aquela altura em que estamos ocupados a pensar em mil coisas e do nada nos lembramos de qualquer coisa que a pessoa disse ou fez. É reparar na posição das mãos dessa pessoa enquanto estamos a tomar café. É receber uma mensagem e sentir o coração a palpitar. É estar a dormir e atender uma chamada às 3 da manhã porque a pessoa só quer companhia até chegar a casa e não reclamar por me ter acordado. É reparar em como a pessoa sorri em várias situações do dia a dia. É deixar que a pessoa faça coisas que à partida faria com que nos desse a maior vontade de explodir o mundo. É sermos tudo aquilo que não seríamos capazes de ser perto de outra pessoa qualquer, mesmo sendo o nosso melhor amigo.
Se é fácil estar apaixonado? Sem dúvida alguma que sim. Mais difícil é lidar com a outra parte que também tem sentimentos e que podem ou não corresponder e quando não correspondem ou quando não temos a certeza de que devemos dizer o que sentimos, parece que tudo o que achávamos como certo está errado e ficamos perdidos no meio de vários sentimentos com que não conseguimos lidar.

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