quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

E nisto já não me lembro da tua voz, do teu cheiro, do teu sorriso. Mas lembro-me de ti, do que custou deixar isso e do que gostei.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Eu até pedia desculpa, engolia o (pouco) orgulho (que ainda me resta) e pedia desculpa. Mas com que objectivo? Eu não errei. Calma. Errei. Dar de mais é um erro, esperar de mais é outro, desculpar quando as desculpas não são sinceras é mais um erro. E como estes há tantos outros. Mas tem calma. Eu não errei como tu erraste. Eu pedi desculpa. E tu nunca quiseste desculpar.
Como disse, não vale a pena pedir mais desculpas porque tu não aceitas e desta vez não as vais ter, nem hoje, nem amanhã, nem daqui a um ano. Eu avisei-te da última vez "se nunca mais disseres nada" e tu não disseste. Ainda dói. Espera. Já não dói tanto. Lembraste de quando me ligavas pela madrugada? Ainda bem que já não ligas, agora já consigo dormir. Lembraste de quando falávamos até ser horas de me levantar para ir para as aulas? Agora já não vou às aulas, fico acordada na mesma mas já não é à espera da próxima mensagem. Agora já não é como era há três meses atrás. É melhor e é pior. Agora já consigo dormir, Mas agora também não consigo dormir. Eras uma inquietação boa e passaste a ser uma inquietação indesejada. Deixa-me. Já foste embora há tanto tempo, porque é que ainda estás aqui? Eu nem te quero mais aqui. Vai embora. Eu não vou esperar mais por ti, nem vou abrir a porta se chegares atrasado. Ainda estás a tempo. Corre. POR FAVOR. Corre. Deixa-me pensar. Não corras. Deixa-te estar onde estás mas deixa-me ir e não me chames. Não quero olhar para trás.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014


Aceitar.
É este o meu novo verbo preferido, aquele que vou usar como mantra pessoal. Aceitar. Custa perceber que a vida tem de ser aceite, que as adversidades têm de ser aceites, que a dor por muito que doa tem de ser aceite. Mas também é maravilhoso aceitar o amor, a alegria, a paixão ou a liberdade. Por isso que aceitar seja o lema da vida.
E porquê o "aceitar"? É simples, porque ao longo da jornada lutei, encarei de frente as adversidades e tentei mudar o rumo do destino. Não consegui. E tive de aceitar tudo o que recebi. A vida nunca nos dá nada ao acaso e por isso também não nos tira nada ao acaso. Podemos lutar, aliás, devemos lutar, mas há alturas em que a luta é já um desgaste emocional e por vezes torna-se um desgaste físico e aí temos de aceitar, por muito que nos custe.
Eu gostava de viver uma vida em que o aceitar o que há, o que tenho ou o que não tenho, não fosse necessário, em que consigo sempre tudo o que quero sem ter que desistir de nada e consequentemente aceitar que deixei outra opção para trás, mas não é isso que acontece.
A aceitação faz parte do processo de crescimento, de aprendizagem, das relações que mantemos e de tudo o que rege a nossa vida. Temos de nos aceitar uns aos outros como somos, aceitar o que nos dão e aceitar o que são para connosco.
Aceito mas não me deixa de incomodar e se calhar vou contra alguma das regras da aceitação mas a vida é um incómodo e aceitá-la faz parte do processo.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Quando estou com a cabeça vazia de pensamentos ocorre-me sempre o mesmo "é agora que lhe vou mandar mensagem a dizer o que sinto", nunca o chego a fazer, em parte porque penso "nem isso ele merece" e é a verdade, nem isso ele merece. Eu também não mereço estar assim, ainda magoada como se tivesse sido na semana passada mas já foi há dois meses, não parece, mas foi. Continua a doer? Claro que sim, uns dias mais e outros dias menos mas não deixa de doer. Eu não merecia, depois de tudo o que dei, ter ficado como fiquei. As coisas podiam ter-se resolvido a bem, de forma civilizada e adulta, mas parece que a única adulta no meio de toda a história sou eu quando devíamos ser os dois. É complicado, não nego, mas eu sei que no fundo, eu sai por cima e sai a ganhar. Oh e eu sei que um dia ele volta, mais que não seja porque percebeu sozinho o quanto perdeu e nesse dia eu sei que o vou desculpar como nunca desculpei ninguém. Resta saber se me irei desculpar a mim própria.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014


Acabou. Tudo bem. Acabou. Mas ainda há muito por dizer. Há muito por explicar. Explodir. Há uma voz dentro de mim que não quer calar, não estou a pensar com o coração, é a minha mente a pedir descanso, é a minha mente a dizer que já desistiu. O coração ainda não está pronto para desistir mas o que sabe o tolo do coração? Foi ele que nos meteu nesta posição, quando a mente nem sabia ainda que o coração lhe mentia.  
Há que dizer que fui magoada. Há que dizer que nunca iria desistir, por nada. Há que dizer que iria desculpar qualquer erro. Há que dizer que por muito orgulho que more dentro de mim, o estarmos bem iria ser sempre superior. Há que dizer que a vida fazia sentido antes de entrarmos na vida um do outro mas que a vida agora que se foi sem explicação, deixou de fazer um bocadinho de sentido. Há que dizer que por muitas palavras que pudesse dizer, que as atitudes que tive era o que melhor demonstrava o quanto gostava. Há que dizer que nunca ninguém me magoou como fui magoada mas também há que dizer que nunca quis desculpar ninguém como quero agora. Há que dizer que não estou chateada, era impossível estar. Há que dizer que por muitas lágrimas que derramei, muitos mais sorrisos soltei. Há que dizer que lhe desejo o melhor deste mundo, mesmo que ache que o melhor deste mundo seja eu que lho possa dar Há que dizer que a vida continua mas que continua um pouco menos colorida, até ao dia. 
Como matar este sentimento?  Que não é raiva, não é ódio, não é tristeza. É amor? Que me livrem os céus de ser amor. É saudade? Se for saudade é daquela que dói, mas a saudade nem sempre dói. E se o tempo não curar este buraco no meu corpo. E se de hoje em diante me esquecer de quem ele foi na minha vida? Tantas incertezas mais que certas e tudo o que o quero é só dizer "acabou".